segunda-feira, 13 de março de 2017

orientações SULeadoras


SEMINÁRIO ESTADUAL
TODOS OS DIREITOS A TODAS AS PESSOAS E TODA NATUREZA

FDHT, Cuiabá: 13 e 14/03/2017
Auditório da Geografia, UFMT

PROPOSTA INICIAL DE GT À CONCREÇÃO DO RELATÓRIO ESTADUAL
Para ser modificada nos trabalhos de GT, tendo ciência de que um assunto se liga ao outro e que pode estar em mais de 1 GT, se transversalizando em vários eixos.

EIXOS DOS GT

EIXO 1
CRISE CIVILIZATÓRIA
·       Conjuntura da crise mundial: social, ecológica, espiritual.
·       A ascensão da direita e a troca de valores.
·       Os grupos vulneráveis, os povos e as comunidades tradicionais.
·       Os diálogos intergeracionais e a diversidade.
·       A equidade de gêneros e o combate às violências contra as mulheres [proposta 1].


EIXO 2
ACESSO À JUSTIÇA
·       Políticas públicas, participação e controle social.
·       Os defensores e as políticas de proteção.
·       As perdas dos direitos, principalmente trabalhistas.
·       O papel do judiciário e a criminalização dos movimentos sociais.


EIXO 3
CONFLITOS DO CAMPO
·       A política do extermínio do campo.
·       O agronegócio e os conflitos socioambientais.
·       O latifúndio e a especulação imobiliária.
·       A Reforma Agrária.


EIXO 4
AMBIENTE E SAÚDE
·       O clima, os desastres e as injustiças socioambientais.
·       O hidronegócio e a geração de energia.
·       Os biomas: territórios e desterritorialização.
·       O alimento, a agroecologia e a autonomia (soberania) alimentar.
·       Agrotóxico, em especial à pulverização aérea.
·       A medicina popular e a saúde dos povos.



EIXO 5
PROCESSO HUMANIZADOR
·       O sistema carcerário, os conflitos de gênero e de temporalidade (jovens e idosas).
·       O presídio, a tortura e a superlotação.
·       A violência na periferia, principalmente contra os jovens negros.
·       A migração, principalmente em relação as pessoas do Haiti.
·       Os moradores de ruas e seus conflitos.


QUESTÕES “SULEADORAS” (Freire) A TODOS OS GT
·       Para quem e contra quem servem os relatórios de direitos humanos?
·       Qual foi o cenário pretérito?
·       O que mudou ao cenário atual?
·       Quais são os principais conflitos?
·       “Esperançar”: Quais são as principais lutas de táticas e resistências?
·       Outros.
·       Aqui tivemos uma outra proposta 2 de incluir a pauta de gênero, transversalizando a discussão em todos os GT, ao invés de limitá-la ao eixo 1 (crise civilizatória).


OUTRAS PROPOSTAS
1)       Incluir alguns depoimentos, cartas ou textos curtos de pessoas que queiram relatar seus casos [boxes].
2)     Buscar meios educacionais e comunicacionais para aumentar a audiência dos direitos humanos.
3)     Escrever uma carta de princípios do seminário, a exemplo das 100 regras de Brasília.




sábado, 25 de fevereiro de 2017

TODOS OS DIREITOS PARA TODAS AS PESSOAS (E À NATUREZA)


Convida para o Seminário Estadual “TODOS OS DIREITOS PARA TODAS AS PESSOAS (E À NATUREZA)”, a ser realizado no auditório IGHD-ICHS (Instituto de Ciências Humanas e Sociais) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), nos dias 13 e 14 de março de 2017, com carga horária de 16 horas.

Auditório IGHD-ICHS-UFMT - 8 as 18 horas

Inscrições no ato do seminário: (65) 3615 8443
Haverá certificação de 16h.

Organização: GPEA-UFMT & CBFJ
Coordenação: Fórum de Direitos Humanos e da Terra


PROGRAMAÇÃO

13/03/2017 - 2a. f.
[8:00 h.] ABERTURA: Michèle Sato, UFMT
PALESTRAS: Direitos Humanos e da Terra
Inácio Werner, CBFJ
Lucineia Freitas, MST
Luiz Augusto Passos, UFMT

[14:00 h.] MESA-REDONDA
[facilitação: Teobaldo Witter]
Josef Geeurickx, PCarcerária - cárceres
Cristiano Cabral, CPT - conflitos da terra
Rosana Manfrinate, SEMA - gênero e clima
Fátima Aparecida Moura, FASE - saúde e agricultura
Roberto Curvo, Defensor Público - grupos vulneráveis

14/03/2017 - 3a. f.
[8:00 h.] GT
[facilitação de cada GT]

[14:00 h.] FÓRUM
[facilitação de Inácio Werner e Michèle Sato]
Relatoria de cada GT
Sistematização
Encaminhamento

Relatório Estadual de Direitos Humanos e da Terra - 2017

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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Cresce adesão contra a entrega da Base de Alcântara aos Estados Unidos

rede jubileu sulbrasil
http://www.jubileusul.org.br/nota/4182

Cresce adesão contra a entrega da Base de Alcântara aos Estados Unidos

Aproximadamente 100 organizações brasileiras e internacionais, entidades e militantes assinaram a carta de adesão contra a entrega da Base/Centro de Lançamento de Alcântara (MA). Os movimentos sociais que iniciaram a mobilização levarão a carta a diversas autoridades com o compromisso de preservar a soberania do país. As adesões continuam sendo recebidas através do email: jubileusulbrasil@gmail.com ou via WhatsApp: 011 991163721. Contato comunicação: (85) Rogéria Araújo 85.996192566 (WhatsApp)
 NOTA CONTRA A OFERTA DA BASE DE ALCÂNTARA AOS EUA
Para Ministério das Relações Exteriores – Itamaraty
Congresso Nacional (Senado Federal e Câmara dos Deputados)
Comissão de Ciências e Tecnologia da Câmara dos Deputados
À sociedade em geral
Entre os absurdos políticos que o Brasil está enfrentando hoje, destaca-se a continuidade da submissão às imposições neoliberais do Consenso de Washington, aplicadas pelo Banco Mundial e FMI desde os anos 90 do século passado aos “países em desenvolvimento” da periferia do capitalismo, por parte do governo brasileiro ilegítimo e corrupto, que usurpou a Presidência da República através de um golpe implementado pelo Congresso Nacional, legitimado pelo Judiciário e pela grande mídia.
A notícia de que o Sr. José Serra, Ministro das Relações Exteriores, retomou contatos para “oferecer” o Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, é mais uma comprovação do DNA entreguista desse governo. Este acordo já se mostrou não apenas desvantajoso ao Brasil do ponto de vista econômico e tecnológico, mas completamente ofensivo à soberania nacional ao permitir controle total ou parcial dos EUA sobre parte do território nacional, o que por si só o torna inaceitável.
Frente a tantos absurdos, os movimentos sociais, entidades da sociedade civil, organizações sindicais, igrejas e membros de partidos políticos que promoveram o PLEBISCITO POPULAR CONTRA A ALCA na Semana da Pátria e 8º Grito dos Excluídos no ano de 2002, vêm a público, em nome dos mais de 10 milhões de brasileiros/as que votaram contra a ALCA e contra a entrega do Centro de Lançamento de Alcântara aos Estados Unidos da América, declarar que a decisão do governo ilegítimo de retomar “negociações” para a entrega do Centro será combatida novamente como uma prática de submissão neocolonial e uma traição ao povo brasileiro – como o está sendo também a política de entrega do petróleo brasileiro às corporações multinacionais.
Conclamamos a todas as pessoas e entidades que coroaram de êxito o Plebiscito Contra a Alca – e contra a entrega do Centro/Base de Lançamento de Alcântara – a se manifestarem publicamente contra a prática do ministro do governo ilegítimo, José Serra, de impor relações internacionais a partir de sua vontade individual, sem debate e consulta ao povo. Lutaremos e resistiremos contra essa prática com todas as forças.
Ao contrário das políticas autoritárias e entreguistas do governo usurpador, que enfraquecem a democracia e aprofundam as desigualdades, seguiremos lutando em favor da verdadeira democracia, que reforce e não debilite, a soberania da Nação brasileira e qualifique sempre mais suas relações sociopolíticas, socioeconômicas, socioambientais e socioculturais da sociedade brasileira, inclusive suas relações internacionais.
SOBERANIA NÃO SE NEGOCIA!
Janeiro de 2017.
Subscrevem:
  1. Amigos da Terra Brasil
  2. ANDES – Sindicato Nacional
  3. Articulação dos Empregados Rurais do Estado de Minas Gerais – ADERE/MG
  4. Associação Brasileira de Homeopatia Popular – ABHP/Cuiabá/MT
  5. Associação de Mulheres da Zona Leste
  6. Associação de Saúde da Periferia do Maranhão – ASP/MA
  7. Associação dos Trabalhadores da Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo – ATDSESP
  8. Brigadas Populares
  9. Casa da Solidariedade do Ipiranga
  10. CEBRAPAZ
  11. Central de Movimentos Populares – CMP
  12. Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB Estadual/São Paulo
  13. Central Única dos Trabalhadores – CUT
  14. Centro Burnier Fé e Justiça – CBFJ
  15. Centro de Defesa dos Direitos Humanos Marçal de Souza Tupã-i /Mato Grosso do Sul
  16. Centro de Estudos Bíblicos – CEBI
  17. Centro de Estudos e Articulação da Cooperação Sul-Sul
  18. Centro Popular de Defesa dos Direitos Humanos Frei Tito de Alencar Lima – CPDDH
  19. Coletivo de Mídia Memória Latina
  20. Comitê de Energia Renovável do Semiárido – CERSA
  21. Comitê Pró-Haiti
  22. Conselho de Leigos da Arquidiocese de São Paulo – CLASP
  23. Conselho Indigenista Missionário – CIMI
  24. Conselho Nacional do Laicato do Brasil – CNLB
  25. Consulta Popular
  26. Cooperativa de Pescadores Artesanais do Bairro Prainha – Iguape/SP
  27. Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas – CONAQ
  28. Coordenação Nacional de Entidades Negras – CONEN
  29. CSP – Conlutas
  30. CSP – Conlutas Regional Roraima
  31. Escola Fé e Política Pe. Humberto Plummen – Setor Pastoral Social NE 2
  32. Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional – FASE
  33. Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de Minas Gerais – FERAE/MG
  34. Fórum de Direitos Humanos e da Terra – FDHT/MT
  35. Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social
  36. Frente Povo Sem Medo
  37. Grito dos Excluídos Continental
  38. Grito dos Excluídos/as Brasil
  39. Grupo Carta de Belém
  40. Grupo Cidadania Assis e Região -SP
  41. Grupo de Estudos Educação & Merleau-Ponty – GEMPO/UFMT
  42. Grupo de Pesquisa Movimentos Sociais e Educação – GPMSE/PPGE/UFMT
  43. Grupo Pesquisador em Educação Ambiental, Comunicação e Arte – GPEA
  44. Instituto Caracol -iC
  45. Instituto de Estudos Socioeconômicos – INESC
  46. Instituto de Política Alternativas para Cone Sul – Pacs
  47. Intersindical Central da Classe Trabalhadora
  48. Iser Assessoria – Rio de Janeiro
  49. Jubileu Sul Brasil
  50. Justiça Global
  51. Justiça Sem Fronteiras – JSF
  52. Levante Popular da Juventude
  53. Marcha Mundial das Mulheres
  54. Movimento Camponês Popular – MCP
  55. Movimento de Mulheres Camponesas – MMC
  56. Movimento Democracia Direta – MDD
  57. Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA
  58. Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais – MPP
  59. Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
  60. Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST
  61. Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH
  62. Movimento pela Soberania Popular na Mineração – MAM
  63. Movimento Sem Terra de Luta – MSTL
  64. Núcleo das Mulheres Negras de São Paulo
  65. Organização Indígena Revolucionária
  66. Partido PSOL
  67. Pastorais Sociais – CNBB
  68. Pastorais Sociais da Arquidiocese de Manaus/AM
  69. Pastoral da Mulher Marginalizada
  70. Pastoral Operária Nacional – PO
  71. Rede Brasileira pela Integração dos Povos – REBRIP
  72. Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos
  73. Rede Internacional de Educação Ambiental e Justiça Climática (REAJA)
  74. Rede Mato-Grossense de Educação Ambiental – REMTEA
  75. Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
  76. Sempreviva Organização Feminista
  77. Serviço Pastoral dos Migrantes – SPM
  78. Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo – SASP
  79. Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo – SASP
  80. Sindicato dos Empregados Rurais da Região do Sul de Minas Gerais – SERRS/MG
  81. Sindicato dos Empregados Rurais de Carmo da Cachoeira – SERCAC/MG
  82. Sindicato dos Empregados Rurais de Carmo de Minas – SINDERCAM/MG
  83. Sindicato dos Empregados Rurais de Conceição do Rio Verde MG – SINDERCRV/MG
  84. Sindicato dos Trabalhadores em Água Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo – SINTAEMA
  85. Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Roraima – SINTRACOMO
  86. Terra Sem Males – Jornalismo Independente
  87. Tribunal Popular
  88. Uneafro Brasil
  89. Universidade de Políticas do Movimento Popular – UNIPOP Brasil
  90. UNMP – União Nacional por Moradia Popular
  91. Via Campesina Brasil/CLOC
  92. Movimento de Moradia da Cidade de São Paulo
  93. Associação de Direitos Humanos
  94. Coletivo de Advogados para a Democracia – COADE/São Paulo capital
Entidades América Latina:
  1. Acción Ecológica – Equador
  2. Confederación Sindical de Trabajadores/as  de las Américas  – CSA
  3. DIÁLOGO 2000 – JUIBLEO SUR / ARGENTINA
  4. Instituto de Estudios Ecologistas del Tercer Mundo IEETM – Equador
  5. Jubileo Sur Américas
Militantes:
– Nadine Borges, advogada, mestre, coordenadora de relações externas da UFRJ e ex-presidente da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro.
– Thiago Pizzo Scatena, cientista social e membro do SASP.
– André Lima Sousa, economista, doutorando em Geografia e professor universitário. Fortaleza-Ceará.
– João Alfredo Telles, ambientalista, advogado e professor, Fortaleza/Ceará.
– Bruno Gasparini, Coordenador do Curso de Direito do Instituto Superior do Litoral do Paraná – Isulpar
– Adriano Van de Vem, Dourados/MS
– Larissa da Silva Araujo, pesquisadora em Direitos Humanos

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

justiça social e mudança climática



CIDADÃS E CIDADÃOS DO POVO DA TERRA:
CRIEMOS NOSSO PRÓPRIO PODER!
            Nós, cidadãs e cidadãos do Povo da Terra, de todos os países, todas as culturas e tradições do mundo inteiro, reunidos em Paris neste momento histórico, testemunhas da mudança climática e da degradação dos recursos naturais essenciais para a vida na Terra, e da crescente desigualdade entre os seres humanos, nos comprometemos a preservar a capacidade de viver bem das gerações presentes e futuras.

            Empoderados pelos nossos conhecimentos e culturas, e tendo mobilizado a nossa capacidade de lançar múltiplas iniciativas ao redor do mundo para começar o caminho para a Grande Transição, notamos com apreensão a insuficiência e a incapacidade do processo de negociações das Nações Unidas desde 1992 até 2015, de ser efetivamente ambicioso, corajoso e convincente a fim de evitar as consequências cada vez mais evidentes, destrutivas para a humanidade e para o nosso planeta, de um desequilíbrio climático anunciado há muito tempo por cientistas.

            É tempo de reconhecer que o sistema de representação da cidadania através dos Estados, e também através de organizações multilaterais constituídas exclusivamente por estes, e de uma oligarquia financeira poderosa, sem qualquer legitimidade, é incapaz de preservar e gerir os bens comuns sem fronteiras da humanidade, como o ar, a água, o solo, as florestas, dos quais depende fortemente a vida dos seres humanos e todas as outras formas de vida. Precisamos inventar uma nova esfera de ação política que reconhece as pessoas na sua diversidade, mas também o Povo da Terra em sua unidade. Temos uma necessidade urgente de construir uma ação pública global a médio e longo prazo que seja capaz de levar em conta os interesses das gerações futuras. Precisamos de ações globais urgentes, mas que tenham um horizonte de tempo no mínimo de duas gerações, e até de sete, como sabiamente o fazem os povos indígenas da América do Norte, nas suas decisões importantes.

            É hora de dar mais um passo na capacidade de nossa família humana para garantir o seu destino comum, iniciando por evitar ameaçar a si mesma, destruindo a Mãe Natureza, que nutre a vida. Este passo é o de um processo constituinte que, se apoiando na Declaração Universal dos Direitos Humanos, a complete com o reconhecimento pleno dos direitos e responsabilidades de cada ser humano para com os outros e com a natureza, não só como cidadãs e cidadãos de nações e povos diferentes, mas também como cidadãs e cidadãos do Povo da Terra, cujo destino está intimamente relacionado com o do nosso magnífico e frágil planeta.

            Estes direitos de cidadania planetária não podem continuar a serem tomados como reféns de formas de organização econômica ou política incapazes de resistirem ao poder do sistema oligárquico dominante, que retarda as medidas que precisam ser tomadas com urgência para evitar maiores catástrofes sociais e ecológicas.

            Nós nos comprometemos, então, com a construção de um poder cidadão que assuma de forma complementar aos Estados, a responsabilidade pelo futuro da humanidade no planeta. E estamos empenhados em construir juntos esse poder com todas aquelas e aqueles que, livres das pressões de lobbies oligárquicos, levem em conta a urgência da ação e da construção de sua sustentabilidade no médio e longo prazos.

            Nós nos comprometemos a buscar todas as formas de organização e expressão do poder cidadão, apoiando todas as reuniões internacionais que virão. Estaremos juntos, por exemplo, no Fórum Social Mundial Temático em Porto Alegre, em janeiro de 2016, no Encontro Internacional da Rede Diálogos em Humanidade, em julho de 2016, e no Fórum Social Mundial em Montreal, em agosto de 2016, para nos concentrarmos no que une os povos em defesa da vida e da própria humanidade comum e, ao mesmo tempo, construirmos pontes para um reconhecimento oficial do poder cidadão pelas nações, pela ONU e suas agências, a fim de evitar a influência dos lobbies contrários à continuidade da aventura humana na Terra.

            Nós nos comprometemos a juntos pormos em prática este juramento solene:
            Dedicar todas as nossas capacidades, toda a nossa criatividade, a nossa experiência intelectual, emocional, artística, material e imaterial, à aceleração imediata da Grande Transição para energia renovável e limpa, abandono de combustíveis fósseis e padrões destrutivos de produção e consumo para os seres humanos e o planeta, construção em todos os lugares e em todas as escalas, nossas famílias, nossas aldeias e nossas cidades, nossas regiões e nações, de uma nova economia baseada na igualdade e na solidariedade, respeitosa da vida, da saúde, do bem-estar humano, bem como da biodiversidade e do equilíbrio de todos ecossistemas terrestres e submarinos dos quais depende a sobrevivência da humanidade.

            Fazemos este juramento, deixando Paris, de não nos separarmos uns dos outros, nem no coração nem no espírito; de mantermos nossas conexões através de todos os meios de comunicação cidadã; de nos reunirmos sempre que as circunstâncias o exigirem; de exercermos pressão sobre todas as instâncias de poder, sejam governamentais ou empresariais, corporativas e financeiras, locais, nacionais e globais, para que assumam as suas responsabilidades; de cooperarmos constantemente entre redes cidadãs para a implementação dos objetivos vitais e urgentes mencionadas acima; e, assim, fortalecermos os nossos laços de amizade, fraternidade, solidariedade e apoio mútuo, a fim de expandirmos a rede global de cidadãs e cidadãos da Terra empenhados de corpo e alma nesta missão, atores da emergência de uma sociedade cívica mundial, portadores de um novo Contrato Social e Ecológico Planetário, garantidores deste juramento e deste compromisso em nosso nome e para a proteção das gerações vindouras.

            Todos e cada um dos cidadãos do Povo da Terra, em Paris e em todo o mundo, confirmarão por sua assinatura esta inabalável resolução. Feito em

Paris, 12 de dezembro de 2015


Por favor assine este documento em www.fsm2016.org/en/transition.

Contatos: Anne-Marie Codur (codur@hotmail.com), 
Débora Nunes (rededeboranunes@gmail.com )
Marcos Arruda (marcospsarruda@gmail.com)
...........................................................................................

Carta do seminário nacional (português)

Versão em inglês (English version)
https://1drv.ms/b/s!ArAwKvScjHNv5kGuKDu2cT1uX4SP

Versão em espanhol (versión en Spañol)
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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

‘Mais Direitos, Mais Democracia’ – Todos os Direitos para Todas as Pessoas

No último dia 28/julho, em Brasília, lançamos a campanha nacional ‘Mais Direitos, Mais Democracia’ – Todos os Direitos para Todas as Pessoas. A campanha é uma iniciativa construída coletivamente que visa fazer uma disputa de valores no campo dos direitos humanos e pela garantia e ampliação da democracia no Brasil.
 
O nosso desafio conjunto é enfrentar a onda conservadora que afronta os direitos e as liberdades no país e sensibilizar a sociedade para a construção de uma cultura de direitos e não de privilégios, bem como estabelecer e ampliar o diálogo com diferentes públicos sobre a importância de fortalecer esta cultura como condição necessária à construção de uma democracia real. A partir desta perspectiva, pretende, também, afirmar a identidade e a autonomia de grupos oprimidos e marginalizados, bem como promover a mobilização e a formação destes grupos para uma atuação de convergência que vise o alargamento da democracia e realização dos direitos humanos.
 
O processo de construção coletiva exige o envolvimento de tod@s e ainda há muito a ser feito. A partir do lançamento, tendo presente várias questões que já vínhamos dialogando e acumulando no âmbito da coordenação executiva, e também das sugestões colhidas com vários parceiros durante o seminário em Brasília, avançaremos no processo de afinamento das estratégias e do planejamento operacional da Campanha para o próximo período. Queremos fazer isto de forma dialogada e participativa com os vários parceiros que já aderiram e vão aderindo a Campanha no seu andar. Neste momento pedimos sua atenção para o que segue:
 
  1. Queremos agradecer a todas as entidades que participaram da Plenária DH e do Lançamento da Campanha, às quais já contamos como entidades que aderiram à Campanha. Confiram a lista de quem já aderiu no site da campanha:
  2. ). Ao mesmo tempo, fazemos um chamamento especial às entidades filiadas e parceiras que ainda não aderiram para que façam sua adesão assinando o Manifesto diretamente no site da campanha ou respondendo a este e-mail.
Por favor, coloquem um baner com a logo da campanha em seu site, compartilhem as notícias em suas redes sociais e mandem suas fotos de adesão para publicação no facebook da campanha. Vejam quem já publicou:
https://www.facebook.com/maisdireitosmaisdemocracia/photos)
 
  1. Durante o lançamento e também no Seminário Nacional de Monitoramento dos DH foram distribuídos cartazes e folderes da campanha. Não fizemos, no entanto, um registro desta distribuição. Assim, pedimos a tod@s que levaram os materiais que nos informem o nome da entidade, cidade, estado e quantidade levada. Desta forma vamos saber para quem ainda deveremos providenciar o envio.
 
 
 
 
  1. Precisamos saber também quais entidades estão programando realizar o lançamento da campanha e/ou sua divulgação através de eventos já programados em nível local,
 
 
estadual ou regionalmente. Para nós é muito importante esse registro e também a divulgação das ações através das mídias que a campanha dispõe. Neste sentido, disponibilizem por favor as informações e programações para que possamos divulgar como atividades parceiras da Campanha.
 
  1. Muitas entidades produziram também matérias sobre a campanha. Por favor, nos enviem. Queremos manter nosso clipping atualizado.
 
  1. No site da campanha também estão disponíveis 3 vídeos: do Lançamento da Campanha Mais Direitos Mais Democracia, um sobre Democracia e outro sobre Gênero e Raça no Centro do Debate. Apropriem-se desse material para seus debates, aulas, etc. Divulguem!
 
  1. Estamos trabalhando na construção de um guia ou manual de orientações para produção e reprodução de materiais, compartilhamentos de materiais e informações, adesões à Campanha envolvendo diferentes esferas de representação (tais como órgãos públicos, parceiros internacionais, etc). Assim que estiver pronto poderá ser acessado no site da Campanha.
 
  1. Acessem, curtam e divulguem:
Site = http://maisdireitosmaisdemocracia.org.br/
Conta no Facebook = https://www.facebook.com/maisdireitosmaisdemocracia
Canal no Telegram =telegram.me/maisdireitosmaisdemocracia
Conta no Twitter = @todososdireitos
Conta no Youtube= https://www.youtube.com/channel/UCcDi1lK92RwdaAgE4mMAsLw
 
Agradecemos antecipadamente sua atenção e seu apoio.
 
Mais Direitos, Mais Democracia. Todos os direitos para todas as pessoas.
 
 
Expediente:
Secretaria Executiva da PLATAFORMA DE DIREITOS HUMANOS DHESCA BRASIL
Rua Ermelino de Leão, 15, conjunto 72, Centro – CEP: 80410-230 – Curitiba – PR
Fone: (41) 3232-4660 e-mail: secretaria@plataformadh.org.br;  www.plataformadh.org.br
 
Secretaria Executiva da ARTICULAÇÃO PARA O MONITORAMENTO DOS DH NO BRASIL
Rua Liberdade, 255/201 – Bairro Rio Branco – CEP: 90420-090 - Porto Alegre/RS
Fone: (51) 30129874 / 8141-0084 e-mail: secretaria.dhesc@gmail.comeneias_2@hotmail.com

terça-feira, 26 de julho de 2016

Entidades lançam campanha nacional por mais direitos e mais democracia

Entidades lançam campanha nacional por mais direitos e mais democracia

Enfrentar retrocessos e sensibilizar para uma cultura de direitos
são objetivos da campanha



Entidades que atuam na defesa dos direitos humanos e movimentos sociais lançam nesta quinta-feira, dia 28, em Brasília, a campanha nacional ‘Mais Direitos, Mais Democracia’ – Todos os Direitos para Todas as Pessoas. A campanha é uma iniciativa construída coletivamente que visa fazer uma disputa de valores no campo dos direitos humanos e pela garantia e ampliação da democracia no Brasil. O lançamento será na sede do Conselho Federal de Psicologia (CFP), às 17 horas.

“O objetivo da campanha é estabelecer e ampliar o diálogo com diferentes públicos sobre a importância de fortalecer uma cultura de direitos como condição necessária à construção de uma democracia real”, afirma Darci Frigo, coordenador da Plataforma de Direitos Humanos – Dhesca Brasil, uma das redes que organiza a campanha nacional.

A crise econômica que se abateu sobre o país, somada à desestabilização política, à eleição de um Congresso conservador e ao recente processo de impeachment aberto contra a presidenta da República, contribuem para o agravamento dos retrocessos. A própria democracia vem sendo posta à prova, com ações que priorizam a moral privada em detrimento da ética pública e que escancaram, no cotidiano, o fascismo, o machismo e o racismo presentes na sociedade.

A campanha busca “enfrentar a onda conservadora que afronta os direitos e as liberdades no país e sensibilizar a sociedade para uma cultura de direitos e não de privilégios”, destaca Enéias da Rosa, Secretário Executivo da Articulação para o Monitoramento dos DH.

A partir desta perspectiva, buscando uma ampla articulação entre parceiros nacionais, regionais e locais, que atuam em diferentes esferas de promoção e defesa de direitos, a campanha pretende, ainda, afirmar a identidade e a autonomia de grupos oprimidos e marginalizados, bem como promover a mobilização e a formação destes grupos para uma atuação de convergência que vise o alargamento da democracia. “Para avançar na construção de uma cultura de direitos é preciso promover o reconhecimento e a afirmação das identidades de sujeitos e grupos e enfrentar as práticas discriminatórias”, diz Frigo.

Embora uma campanha não seja suficiente para acabar com as violações de direitos humanos, certamente, “ela se constituirá em importante instrumento de fortalecimento das redes e movimentos sociais e entidades que atuam nas lutas em defesa dos direitos humanos”, aponta da Rosa. Para tanto, a campanha se propõe a atuar a partir de três eixos estratégicos: a) comunicação e sensibilização da sociedade sobre o que são direitos humanos e sua conexão direta com a democracia; b) articulação e mobilização para afirmar a identidade e a autonomia de grupos oprimidos e marginalizados para construção de uma atuação de convergência; e c) formação política visando construir novos conceitos e metodologias que objetivem a ampliação de direitos e a consolidação de uma sociedade mais democrática e participativa.

A iniciativa está sendo puxada pelas redes Plataforma de Direitos Humanos – Dhesca Brasil e Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos, que atuam na defesa e promoção dos direitos humanos, e conta com apoio da Fundação Ford, Pão Para o Mundo e Misereor.

SERVIÇO:
Data: 28/07/2016
Local: Conselho Federal de Psicologia (CFP) – Edifício Via Office – SAF SUL, Quadra 2, Bloco B
Horário: Às 17 horas

Grupo Operativo
Nesta primeira etapa a campanha conta com um grupo operativo composto pelas organizações: Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT); Ação Educativa, Assessoria, Pesquisa e Informação; Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB); Conselho Federal de Psicologia (CFP); Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social; Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) e Processo de Articulação e Diálogo (PAD); e Rede Marista.

Assessoria de Imprensa

Ana Claudia Mielke – Coletivo Intervozes
Telefone: (11) 99651-8091

Anderson Moreira – Plataforma Dhesca
Telefone: (41) 8774-7474